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Crises de pânico na gestação e no puerpério

Resultado de imagem para pregnancy and panic disorderAlgumas das situações mais temidas pelas mulheres que sofrem de síndrome do pânico, e temida também por seus médicos, é a ocorrência de crises de pânico na gestação ou no puerpério.

A gestação é uma fase de grande mudança na vida da mulher em vários aspectos, conjugal, profissional, doméstico e social, e o momento de vida por ocasião da gravidez pode ser determinante quanto ao risco de aparecimento de crises de pânico.

Entre outros fatores, a gestação pode não ter sido planejada, não ser bem aceita, ocorrer em momento de estresse elevado de outra natureza e mesmo necessitar da interrupção súbita de medicamentos que estão sendo usados para o tratamento do pânico devido a descoberta da gravidez.

Quanto ao puerpério, as alterações hormonais próprias das grandes mudanças fisiológicas que ocorrem no organismo da mulher logo após o parto, assim como a privação de sono, cansaço e irritabilidade próprios das primeiras semanas de puerpério podem servir de fator desencadeante de crises de pânico.

Há também casos em que a pessoa sofre a primeira crise de pânico da sua vida por ocasião da gestação ou do puerpério, apesar de se tratar de um evento raro.

Tratar crises de pânico durante a gestação ou  puerpério pode ser um desafio para o psiquiatra e para a paciente, a depender da intensidade das crises, da fase da gestação (devido ao risco ao embrião e ao feto) ou de estar a puérpera  amamentando. O psiquiatra precisa ser criterioso e usar de muito bom senso para decidir a melhor forma de tratamento. É importante também lembrar que não tratar as crises pode também gerar risco gestacional.

Para evitar sofrimento desnecessário, toda mulher que sofre de síndrome do pânico deve procurar planejar a gravidez, e fazer contato com seu médico psiquiatra se possível antes de engravidar ou logo no início da gestação, como parte dos cuidados pré-natais.

Texto escrito pelo Dr. Lincoln C. Andrade

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