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O Curso do transtorno de pânico ao longo da vida

Ao longo da vida a pessoa com síndrome do panico pode passar por fases em que sofre numerosos ataques de pânico moderados durante meses ou ataques diários e frequentes  por curtos períodos, havendo meses de separação entre os períodos de ataque. Quando acompanhado de agorafobia (veja artigo sobre agorafobia neste site), pode levar a perda ou prejuízo de relações interpessoais, especialmente entre as pessoas com avaliação catastrófica quanto as possíveis conseqüências das crises de pânico, como uma ameaça à vida por exemplo, o que as vezes leva a pessoa a pedir demissão do emprego para evitar ataques. Aqueles com severa agorafobia evitam qualquer atividade fora de casa.

Alguns estudos demonstram que após 4 a 6 anos após tratamento de pânico 30 % das pessoas acometidas estão assintomáticas, 40  a 50 % estão melhor mas sintomáticas e os 20 % restantes estão com leve melhora ou com quadro de pânico inalterado. Portanto, o transtorno de pânico pode ser visto como uma doença em que mais frequentemente ocorre melhora com permanência de sintomas residuais do que remissão de sintomas, e recaídas após remissão é mais comum do que remissão sustentada (APA 2010).

O transtorno de pânico parece piorar o prognóstico de tratamento de outros quadros psiquiátricos que possam estar associados em um mesmo paciente, como depressão, transtorno bipolar, alcoolismo etabagismo, além de ser um fator de risco para recaída de alcoolismo e depressão.

 Também a ocorrência simultânea de qualquer das doenças acima pode causar piora do quadro de pânico.

O transtorno de pânico é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens, tem uma prevalência estimada entre 1,5 e 2,2 % da população ao longo da vida e costuma surgir em pessoas entre 20 e 29 anos.  O transtorno de pânico é raro em crianças e pode ter início na adolescência, porém isso é também incomum.

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