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Transtorno Do Panico Quando O Inimigo Esta Dentro De Voce

Transtorno do pânico: quando o inimigo está dentro de você

No transtorno de Pânico o corpo é sentido como que representando uma ameaça constante. O antigo sentido de organização e funcionamento normal do corpo se perde, e a pessoa sente como se o corpo já não fosse confiável e precisasse de monitoramento constante quanto ao seu funcionamento. O medo constante do próprio corpo leva a uma espécie de separação entre o corpo e a mente dessa pessoa, entre o que ela vive, o que ela pensa e as manifestações do seu corpo .

O fato de o corpo ser vivido como um desconhecido, algo não confiável, faz com que ao mesmo tempo em que monitora o corpo, em busca de sinais de que algo está errado, a pessoa procure também evite perceber seu corpo, no sentido de se proteger de descobrir algo preocupante em seu funcionamento. Trata-se de um funcionamento paradoxal entre perceber e evitar perceber o corpo. Ao se assustar frequentemente com as manifestações, quase sempre normais, de seu corpo, a pessoa vive em ansiedade constante, alimentando o desencadeamento das crises.

Quando as crises surgem, muitas vezes de modo espontâneo, a pessoa “confirma” suas suspeitas de possuir um corpo não confiável. Com isso deixa de perceber a ação do estresse ambiental, e do estresse gerado por suas próprias preocupações sobre o risco de vir a ter crises de pânico, sobre o desencadeamento de crises.

Para deixar mais claro: no transtorno de pânico a pessoa sente o “perigo” como vindo de dentro de si mesma, vindo de um corpo no qual não se pode confiar, e deixa de perceber a ação de tudo que é externo, do estresse da vida, como fator importante no desencadeamento de crises.  E da mesma forma  já não percebe o quanto de estresse e ansiedade é capaz de gerar  com suas próprias preocupações sobre o corpo e sobre o pânico. 

A redução da capacidade de percepção  da relação entre os eventos estressantes do quotidiano, além da ação de suas próprias e constantes preocupações sobre o risco de vir a ter crises de pânico, faz com que a pessoa entenda muitas das crises que ocorrem  como “espontâneas”. Em nossa prática clínica, observamos frequentemente os fatores geradores de estresse  no dia -a-dia de nossos pacientes funcionarem como gatilhos de crises de pânico, crises essas muitas vezes  avaliadas por nossos pacientes como espontâneas.

Como o passar do tempo a pessoa com pânico perde a flexibilidade para lidar com o medo das crises e das situações que causam insegurança, e permanece com respostas rígidas, físicas, mentais e comportamentais, cronificando assim o quadro clínico. Por  isso tudo é que parte fundamental do tratamento do transtorno de pânico é auxiliar o paciente a reconectar corpo e mente, para que o paciente não mais perceba o corpo como um estranho, faça as pazes com ele, e deixe de ter medo daquilo que vem de dentro de si mesmo. 

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